Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
Cobaia de Mim Mesma - Uma razão para continuar a viver. Roberta Achy e a auto-hemoterapia para Hidrosadenite Supurativa e Ictiose.

 

Uma razão para continuar a viver


(A DOENÇA INVISÍVEL)


Nos últimos meses de 2004, meu mundo se transformou para sempre.


Foi o início de uma série consecutivas de lesões corporais e dores crônicas, todas aparentemente sem lógica alguma. Inclusive para as equipes médicas às quais me submeti. Nesta época eu residia nos Estados Unidos e procurei por auxílio especializado em Mesquite, Richardson, Parkland Hospital a até Baylor… Sem falar nos consultórios de especialistas particulares como a Hamptom Clinic. Exames e mais exames e os resultados nunca apresentavam qualquer diagnóstico conclusivo.


Com muita boa vontade Divina e com o auxílio de meu marido, na época do ocorrido, fui diagnosticada portadora de HS (Hidrosadenite Supurativa) e Ictiose. Duas doenças raras, auto-imunes e avaliadas mundialmente pela área de saúde como incuráveis.


Foi então que me ocorreu que eu seria um grande peso para todos, que por qualquer razão do destino, eu arruinara a minha vida e a das pessoas a minha volta.


Por que não morrer, pensei angustiada, e poupar a todos um monte de problemas? Tinha vergonha de mim mesma e da imagem que via no espelho. Não me reconhecia mais. Ao mesmo tempo em que aguardava ansiosa por uma visita amiga com quem pudesse desabafar; fugia do mundo e ficava ali deitada, vegetando, olhando para as paredes, imaginando o futuro incrédulo.


Quando por fim, já dopada de muita medicação, eu adormecia. Eu me via limpa de novo, fazendo amor, correndo, representando a minha arte, trabalhando, próxima a família e aos amigos. Ao acordar percebia que nunca mais faria nada daquilo novamente. Estava apenas ocupando espaço neste mundo.


Um dia então meu marido entrou no quarto, fitou-me os olhos e disse: – Essa enfermidade veio parar na pessoa errada. Não importa o que aconteça você continua sendo você e eu a amo e estarei contigo até o fim, seja ele qual for! Mas tenho certeza de que ela jamais lhe derrotará.


Foi quando percebi que no fundo eu não queria desistir, que eu queria voltar a ter uma vida normal e que a crença dele de que eu poderia ser a “mulher maravilha” era mais forte do que a que eu tinha de mim mesma.


Uma enfermidade como a minha muda bruscamente um casamento. Adéquam-se as formas de se relacionar, mas também intensifica o sentimento que já existia. Disse a ele uma vez: – Isso está muito além dos votos do casamento: “na saúde e na doença”. Ele disse: – Eu sei! Mas continuo te amando apaixonadamente exatamente da mesma forma quando te vi pela primeira vez descendo saltitante, afobada por aquelas escadas, naquele posto de gasolina tarde da noite… Você continua tão linda e fascinante quanto naquele dia e desde então eu quis me consagrar teu cavalheiro e assim será até que Deus nos permita, porque a amo.


Mas a sensação de impotência era difícil de suportar.


Por inúmeros motivos decidi, a contra gosto do meu marido, retornar ao Brasil. Minha filha era a única fonte de vida que mantinha a minha esperança acesa nessa altura dos acontecimentos. Já havia me submetido a inúmeros tratamentos e aproximadamente 8 cirurgias. Um dia estava acamada e ela se aproximou de mim e disse: – Mamy, eu não tenho vergonha de você. Ás vezes você não pode andar, ás vezes nem pode me levar à escola, mas você ainda pode sorrir e você é minha mãe. Você vai ficar boa, não vai?


Creio que foi a primeira vez depois de muito tempo que dei boas risadas; e prometi a ela que eu iria ficar boa novamente sim e que passearíamos juntas, lindas e orgulhosas!


Dos Estados Unidos ao Brasil, nenhum tratamento surtia efeito positivo. Por “n” frações de segundos já desejei que um gênio da lâmpada mágica me fizesse desaparecer.


Mais ou menos nessa época tive conhecimento de um procedimento médico altamente criticado e condenado pela Sociedade Brasileira de Medicina, cujo Doutor responsável pela divulgação de uma técnica conhecida por Auto-Hemoterapia estava sendo excluso da profissão por ter seu CREMEB anulado.


Preparei-me então para o desconhecido, que é a fonte de todas as possibilidades. Fiz pesquisas profundas, passei a dominar ao máximo em termos de conhecimento tudo que pudesse me atingir e decidi que as vantagens psicológicas das tentativas superariam qualquer risco físico. Iniciei os procedimentos conforme instruções do Dr. Luis Moura e os resultados positivos me deixaram tão entusiasmada que a palavra “incômodo” deixou de existir no meu dicionário.


Consegui fazer breve contato com a equipe do Dr. Luis Moura e muito embora o que me foi reportado não tenha sido muito animador, eu estava decidida que queria voltar a viver, em letras garrafais, maiúsculas, douradas, cravejadas de diamantes com todo o seu esplendor, como diria Arnaldo Jabor.


Eu já tivera algum êxito, mas pelos relatos do Dr. Luis Moura não havia em seu histórico um único caso de cura para a minha enfermidade. Ele disse sim que eu poderia controlar os sintomas enquanto fizesse uso das aplicações, mas cura… Ele sentia muito, mas não poderia ser categórico nesse prognóstico.


Certo dia, absorta em uma das minhas muitas leituras deparei-me com um texto que dizia assim: “o melhor professor seria aquele que não detém o poder nem o saber, mas que está disposto a perder o poder, para fazer emergir o saber múltiplo. Nesse caso, perder é uma forma de ganhar e o saber é recomeçar.” (Affonso Romano de Sant’Anna)


6 longos anos acalentando o inimigo é tempo suficiente para conhecer algumas de suas particularidades; e depois de ter sido cobaia de quase todos os tratamentos imagináveis prescritos por doutores e cientistas, sem sucesso, decidi tornar-me cobaia de mim mesma.


A princípio assusta porque meu conhecimento adquirido na área de saúde advém da minha curiosidade e particularmente sou autodidata. Sou designer por formação.

Mesmo assim, descobri que a fé ás vezes é mais forte que muitas certezas. É a força invisível capaz de destruir grandes dogmas já estabelecidos na história da humanidade. A receita que decidi executar trata-se de algo inédito por nunca ter sido tentado em qualquer ser vivo. Pelo menos não há qualquer registro histórico deste fato que eu tenha encontrado.

Creio que é fácil imaginar o receio, o temor, o medo dos que próximos estiveram a mim e as dificuldades que tive que transpor para executar os meus propósitos…


Fui tachada de louca, insana, irresponsável, inconseqüente, charlatã, entre outros adjetivos mais agradáveis. Mas a minha crença baseada nos meus conhecimentos e na metodologia que descrevo foi mais forte que os poucos aplausos que guardei. A experiência que titulo “Cobaia de Mim Mesma” ainda não chegou ao fim; mas com as graças e as bênçãos de Deus tenho mais certeza a cada dia que passa que agora comecei a escrever a história do meu sucesso, porque já me sinto livre dessa prisão!

 

download do arquivo em pdf contendo relato da experiência:
Relato-Experiencia

 

Copiado de:

http://hssuffer.wordpress.com/2010/03/03/%E2%80%9Ccobaia-de-mim-mesma%E2%80%9D/

 



publicado por auto-hemoterapia às 11:07
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim
.pesquisar neste blog
 
.Dezembro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


.posts recentes

. Auto-hemoterapia X endome...

. Com auto-hemoterapia, pac...

. Proteinúria: auto-hemote...

. AUTO-HEMOTERAPIA MELHORA ...

. AUTO-HEMOTERAPIA CURA PN...

. Auto-hemoterapia recupera...

. Auto-hemoterapia pode tra...

. AUTO-HEMOTERAPIA CURA CRI...

. AUTO-HEMOTERAPIA NA CURA...

. AUTO-HEMOTERAPIA CURA A...

.arquivos

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

.tags

. todas as tags

.Visitantes
blogs SAPO
.subscrever feeds